terça-feira, 31 de maio de 2011

Biblioteca Pública sofre com falta de investimentos

De acordo com uma das atendentes, “o lugar já teve um público fiel de aproximadamente 800 leitores, no entanto esse número foi reduzido para 25%.
            A Biblioteca Pública sofre com o descaso das autoridades governamentais do município. Sem investimentos para a aquisição de novos livros e sem projetos de políticas públicas voltadas para o incentivo e desenvolvimento da leitura, o número de leitores tem caído significativamente.
Situada no centro da cidade de Guarantã do Norte – MT, na Praça da Cultura, a Biblioteca Pública foi criada no ano de 1991.  Até o mês de março de 2011contava com 12.641 exemplares catalogados nos livros de registro.
Além de ser bem localizada, conta com um amplo horário de atendimento, das 7h às 21h sem interrupção. O quadro de funcionários é formado por três atendentes que se revezam e uma auxiliar de serviços gerais. A luz solar penetra pelas inúmeras janelas laterais deixando o espaço claro e bem agradável. Os nove ventiladores fazem com que o espaço fique mais fresco.
Para fazer empréstimo de exemplares o leitor precisa doar um livro literário para a biblioteca e fazer uma ficha cadastral com um(a) do(a)s atendentes. “Às vezes chegam algumas pessoas querendo fazer o cadastro e não têm condições financeiras de doar o livro, mesmo assim eu acabo fazendo. Não posso deixar de fora,” diz a atendente Divanir Lupatini, 53 anos.
Atualmente, a biblioteca não conta com assinaturas de revistas e jornais. Os inúmeros exemplares periódicos encontrados no espaço são de edições antigas. As prateleiras, localizadas à esquerda das portas de entrada, agora, dividem espaço com as mesas de estudo que ficam ao centro e com 12 computadores do projeto GESAC (projeto de inclusão social do Ministério das Comunicações).
O GESAC foi transferido para a Biblioteca Pública para disponibilizar o seu espaço para a Banda Municipal. No entanto, “com a transferência dos computadores o espaço da biblioteca ficou apertado”, comentou um leitor que não quis se identificar.
Com a nova reforma ortográfica, o acervo ficou defasado e uma parcela significativa de exemplares está sem as capas originais e se encontram em mal estado de conservação. De acordo com as atendentes, a Biblioteca Pública vive praticamente de doações.
Além do acervo defasado e danificado, o sistema de cadastramento de livros, empréstimos e controle dos volumes da biblioteca ainda é feito pelo sistema manual. Não conta também com nenhum profissional formado na área de biblioteconomia.
Os poucos leitores que ainda usam o espaço da Biblioteca para fazerem trabalhos escolares e pesquisas não contam sequer com estacionamento para bicicletas. “Quando a gente chega, temos que deixar as bicicletas jogadas no chão porque não tem lugar para a gente por”, comentou Fernando Barbosa, 14 anos.

       De acordo com o coordenador da Biblioteca Pública, Norberto Costacurta, “no mês de abril serão comprados sete mil reais de livros infantis e infanto-juvenis”. Além dessa compra, comentou ainda que estão pensando em “expor livros nas escolas por alguns dias, tipo uma biblioteca móvel, mas ainda é apenas uma ideia”.

Um comentário:

  1. Bom dia a todos

    Isso é o que ocorre no apadrinhamento politico, por muitas das vezes, colocam um "padeiro", para gerenciar uma "empresa" literaria, não que o padeiro não tem a capacidade, mas falta - lhe o tino literario, para buscar novos titulos, firmar parceria publico privadas, buscar junto aos orgãos federais o tal investimento, por que investimento tem, falta uma pessoa preparada para montar um processo para alçar tais investimentos, mas é a realidade meus nobres, se batermos de frente, somos tachados, como ameaça para suaS mordomias filiatorias.

    Vamos em frente, mesmo sem termos, valores para formas cidadões adultos.


    Diretamente do parlatorio. Obrigado!

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